De acordo com o relatório anual do Student and Exchange Visitor Information System (SEVIS) o número de estudantes internacionais vindos da América do Sul cresceu 4,3% entre março de 2017 e março de 2018, e quem mais enviou estudantes foi o Brasil. O número de estudantes brasileiros cresceu 13,1%. Dentro dos Estados Unidos, a região Sul – que inclui a Flórida – recebeu cerca de 27,3% dos estudantes estrangeiros neste mesmo período.

Miami acaba de ganhar uma escola de idiomas criada por brasileiros, que muito em breve passará a receber alunos internacionais e, no médio prazo, pretende abrir franquias nos Estados Unidos, Brasil e em outros países. À frente da Dream Language Academy estão os sócios Leo Reis, CEO e diretor acadêmico, e Samuel Toledo, investidor e presidente.

A escola tem como missão prover aos estudantes locais e internacionais um ensino excepcional das línguas, destacando-se também pelas turmas reduzidas de no máximo 12 alunos por sala de aula. A Dream irá oferecer, além do curso intensivo de inglês, um curso preparatório para o TOEFL (Test of English as a Foreign Language – exame de proficiência para alunos que querem ingressar em uma universidade americana), aulas particulares e cursos de férias, destinados a quem vem apenas passar férias em Miami.  “Queremos atender desde o imigrante que queira aperfeiçoar o inglês, bem como manter a língua do país de origem de seus filhos, já que muitos deles acabam não praticando sua língua materna”, relata Leo Reis.

A partir do próximo ano a escola passará também a receber alunos com o visto F1 (estudantes internacionais). Leo Reis obteve o know-how em New York ao aprovar escolas de idiomas para obter a licença junto ao Departamento de Imigração do Governo dos EUA. Isto permitirá à Dream emitir o I-20, documento necessário para a aquisição do visto de estudante internacional F-1, ampliando assim o modelo de negócio da empresa. Escolas que emitem vistos contam com retorno entre $1.5 e 2 milhões por ano.

“Identificamos uma grande procura de estudantes com desejo de ingressar em universidades americanas e profissionais que querem ampliar seus negócios nos EUA e também alavancar suas carreiras no Brasil. Possuímos um excelente relacionamento com empresários de sucesso na América do Norte. Portanto, podemos abrir oportunidades para nossos alunos”, revela Toledo, presidente da Dream.

Segundo informações coletadas entre 2009 e 2013 pelo Census American Community Survey, apenas na região metropolitana de Miami, 128 línguas diferentes foram faladas dentro dos lares, sendo que depois do inglês e do espanhol, os idiomas mais difundidos foram o francês, o creole, o português, o russo e o hebreu.

Recém-chegado de New York, Leo Reis, conhecido como o professor de inglês dos brasileiros nos EUA  de muitas celebridades, acredita que o sul da Flórida é um ponto estratégico: “Esta região tem uma procura incrível por pessoas que querem e precisam dominar a língua inglesa e a espanhola, pois a influência latina aqui é muito grande a ponto de o mundo corporativo e os pequenos negócios admitirem pessoas com fluência total em espanhol, fora a demanda natural pelo inglês”, explica o CEO, que também é correspondente internacional da TV Alterosa, o SBT de Minas Gerais, e possui um canal no YouTube chamado “Inglês com Leo Reis”.

Leo Reis nasceu em Belo Horizonte e foi criado em São Paulo, e vive nos Estados Unidos desde 1994. Sua formação e experiência entre lecionar e administrar escolas norte-americanas permitiram que ele criasse sua própria metodologia de ensino. Com uma formação acadêmica sólida, Leo é formado em Letras pelo Uni-BH, no Brasil, fez mestrado em Linguística e Ensino da Língua Inglesa pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, e obtém certificados de cursos voltados ao ensino de inglês pela Columbia University em New York.

Toledo, nascido em São Paulo, pós-graduado em Marketing e Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, mora há três décadas nos Estados Unidos. Investidor no ramo imobiliário e no mercado de ações, o empresário também trabalhou para o governo americano e atuou na área de comércio exterior de multinacionais nos EUA, onde foi reconhecido pelo seu desempenho profissional e premiado com Pinnacle Award e President Club pela Sprint.