Uncategorized

Home Uncategorized

Desmatamento causado por carne e soja dobrou no Brasil em um ano, diz Mighty Earth

0
ONG internacional inicia uma campanha para que as redes de supermercados da Europa cortem vínculos com empresas envolvidas na destruição da Amazônia e do Cerrado

Um monitoramento feito pela ONG Mighty Earth e divulgado na sexta-feira (30/04) mostra que o desmatamento atrelado à cadeia de fornecimento das principais empresas de soja e carne bovina do Brasil dobrou entre abril de 2020 e março de 2021 (260 mil hectares) ante o período anterior, entre março de 2019 e abril de 2020 (128 mil hectares).

Ao mesmo tempo, a esmagadora maioria dos consumidores de Alemanha, França, Holanda e Reino Unido acha que os supermercados não devem fazer negócios com as empresas que estão impulsionando a destruição das florestas no Brasil, revela uma nova pesquisa do Instituto YouGov realizada a pedido da ONG Mighty Earth e também divulgada.

A Mighty Earth está usando essas duas informações em uma nova campanha que pede expressamente às redes varejistas da Europa parar de fazer negócios com empresas ligadas ao desmatamento no Brasil. Todos os anos, entre junho e setembro, os maiores comerciantes mundiais de soja unem forças com os maiores produtores de soja do Brasil para negociar contratos de compra para o próximo ano. A campanha tem o objetivo claro de influenciar as negociações sobre requisitos contratuais, como cláusulas que impedem a compra de soja cultivada em terras desmatadas após o prazo de 2020.

O monitoramento da Mighty Earth começou em março de 2019 e mostra que os dois maiores importadores europeus de soja, Bunge e Cargill, são os comerciantes com pior desempenho ambiental. A Cargill está ligada a mais de 66 mil hectares de desmatamento, uma área seis vezes maior do que a de Paris, enquanto a Bunge está ligada a quase 60 mil hectares de desmatamento.

Apesar desta espiral de desmatamento, houve apenas um caso em que uma das empresas citadas cortou laços com um fornecedor envolvido no desmatado, dos 235 casos registrados e reportados pelo Mighty Earth em seu monitoramento.

“A destruição das florestas no Brasil, impulsionada pela carne de supermercado, está piorando a cada ano. Isto está acelerando a mudança climática e dizimando a pátria da onça-pintada”, diz Martin Caldwell, diretor da Mighty Earth na Alemanha.

Mercados: Alemanha e França

A pesquisa do Instituto YouGov entre os consumidores alemães indicou que 87% quer que os supermercados parem de fazer negócios com fornecedores que impulsionam o desmatamento no Brasil. Esse percentual é maior (89%) entre os clientes da EDEKA, o maior grupo de supermercados da Alemanha, com 24% de participação no mercado e mais de 4300 lojas. A empresa promove fortemente suas credenciais de sustentabilidade e estreou recentemente uma campanha publicitária sobre o tema na TV e nas redes sociais.

“Já é hora de a EDEKA ouvir seus clientes e abandonar as empresas de pior desempenho que estão provocando a destruição das florestas brasileiras – JBS, Cargill e Bunge”, afirma Caldwell. “A hora de impulsionar a mudança no Brasil é agora.”

Na França, o resultado é semelhante: 89% dos clientes do Carrefour no país querem que a rede deixe de comprar produtos com origem no desmatamento praticado no Brasil. No ano passado, o Carrefour liderou uma campanha voluntária neste setor que resultou em todos os grandes supermercados franceses se comprometendo a utilizar somente soja sem desmatamento em suas cadeias de abastecimento. Após seis meses, o Carrefour não fez nenhum progresso significativo na redução de suas ligações com os comerciantes de soja de pior desempenho Cargill e Bunge, e está falhando em conduzir mudanças reais no terreno, afirma a Mighty Earth.

Já a EDEKA assumiu fortes compromissos para remover o desmatamento em todas as suas cadeias de abastecimento, mas em seu relatório de 2019 , a empresa alemã admite que houve pouco progresso para melhorar a sustentabilidade de suas cadeias de abastecimento de carne e soja. Apesar disso, a varejista alemã, ainda não excluiu os comerciantes de soja de pior desempenho, que são a Cargill e a Bunge.

“Os consumidores estão preocupados, pois não suportam mais o gosto residual do desmatamento e a extinção de espécies ameaçadas que a carne comprada nas lojas do grupo Carrefour deixa”, afirma Fatah Sadaoui, campaigner da ONG SumOfUs. “Em resumo, o que esperamos do Carrefour é menos conversa e mais ação.”

Cinco tendências de comportamento para um mundo pós-pandemia

0
Hábitos e necessidades criados durante o isolamento devem permanecer em nossas vidas, mesmo depois que o Covid-19 tiver ido embora
O que no começo parecia ser um ajuste temporário para combater a pandemia de Covid-19 tornou-se um estilo de vida. Em março de 2020, precisamos adaptar o trabalho para o home office, as aulas passaram a ser online, transferimos tudo que fosse possível para a tela do computador ou do smartphone – idas a bancos, compras de supermercado e até a aposta na Mega Sena. A máscara de proteção facial e o álcool em gel tornaram-se obrigatórios e, mais que isso, nossos aliados para que ficássemos livres do vírus o quanto antes.

Passado pouco mais de um ano, porém, o vírus ainda não foi embora e a pandemia continua sendo um problema sério – mais até do que a maioria de nós imaginava no início. Mas, embora os números de infecções e óbitos ainda sejam altos no Brasil e em outros países, a vacinação está em curso por aqui e no mundo, e já é possível pensar em como será a vida pós-pandemia, quando todos estivermos imunizados e o vírus, controlado.

Hábitos adquiridos e olhares construídos ao longo destes meses de pandemia tendem a permanecer em nosso cotidiano. Aprendemos e mudamos muito, então por que não levar essa bagagem positiva adiante?

Listamos a seguir cinco tendências de comportamento que devem fazer parte de nossas rotinas daqui por diante, e pedimos a palavra de especialistas sobre os assuntos. Quais deles você acha que ficarão em seu dia a dia de forma definitiva?

De tecidos a plástico-filme: quanto mais proteção contra vírus, melhor

Mesmo que não sejam mais necessárias quando a pandemia chegar ao fim, as máscaras de proteção facial deixam como legado a popularização dos tecidos antivirais. Aperfeiçoados, eles têm sido usados em larga escala na produção tanto de máscaras quanto de roupas de cama e acessórios que ajudaram o setor hoteleiro a manter as atividades com segurança.

E não para por aí: a compreensão dos benefícios de materiais antivirais naturalizou o uso de outros produtos protetores no dia a dia. É o caso do plástico-filme PVC antiviral da Alpes (empresa brasileira de embalagens), que contém micropartículas de prata e sílica que inibem a atividade do coronavírus em 79,9% nos três primeiros minutos e em 99,9% em 15 minutos de contato do vírus com o plástico-filme. Dá até um certo alívio saber que um balcão está coberto ou que um alimento está embrulhado por ele, não é mesmo?

“Desde 2014 a nossa linha de produtos AlpFilm Protect conta em sua composição com uma solução que evita a proliferação de fungos e bactérias, oferecendo uma barreira de proteção eficaz para a conservação de alimentos e outros produtos embalados com o plástico filme. Diante dos desafios impostos pela Covid-19, decidimos voltar nossas atenções para a pesquisa e desenvolvimento dessa evolução do produto para a inativação do novo coronavírus por contato”, explica Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior e Marketing da Alpes.

Atendimento médico pela tela do celular ou do computador

Desde o início da pandemia e enquanto perdurar a situação de emergência de saúde pública do Covid-19, a prática da telemedicina está autorizada no Brasil. Pela tela do celular ou do computador, casos não emergenciais podem ser orientados à distância com o apoio de médicos, e receitas e atestados podem ser emitidos por documentos digitais intransferíveis e seguros, com validade determinada em certificado digital com a assinatura do especialista.

Os benefícios são gerais: evita-se aumentar a sobrecarga dos prontos-socorros, que já estão lotados, e os pacientes não caem na tentação de praticar a automedicação, que sempre é prejudicial à saúde. Claro que estamos falando de casos de sintomas simples e de acompanhamento de tratamentos; sinais físicos, como nódulos ou ínguas, ou que estejam causando dor ainda precisam da avaliação presencial de um médico.

E que tal continuar com as consultas virtuais depois do fim da pandemia, evitando assim gastar tempo no trânsito ou no transporte público para ir e voltar das consultas? “A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso e permite a tomada de decisões com respaldo médico. Melhora a eficiência do setor da saúde e, com encaminhamentos corretos, promove desfechos clínicos positivos”, explica Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.

Sonho da casa própria volta a ter espaço nos planejamentos

A adoção do home office durante a pandemia levou muita gente a olhar para dentro de casa com mais atenção. E, com isso, a querer personalizar o espaço – pintar uma parede, criar uma abertura para ganhar uma cozinha americana, essas pequenas mudanças que fazem toda a diferença no ambiente. Só que, quando se é inquilino, tudo fica mais difícil nesse sentido. Afinal, um dia o imóvel precisará ser entregue como era inicialmente – e que trabalhão pensar em precisar reverter tudo!

Essa vontade de ter uma casa para chamar de sua, aliada a um bom momento financeiro – ainda que a Selic (que é a taxa básica de juros) tenha subido 0,75%, ainda está em um nível considerado baixo: 2,75%, o que tem permitido taxas de financiamentos imobiliários relativamente baixas -, levou a um aumento de 8% a até 35% da venda de imóveis, dependendo do lugar do país. Em todos os cenários, segundo levantamentos do Fipe/ZAP, a maioria é destinada à moradia.

“Com o novo formato de trabalho, em que não é mais preciso sair de casa todos os dias, as pessoas passaram a desejar viver em lugares mais espaçosos, com conforto e segurança. Buscar uma casa própria com características personalizadas é o início de uma tendência de comportamento”, analisa Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris.

Trabalho híbrido: um pouco em casa, um pouco no escritório

Por falar em home office, análises de especialistas apontam para um modelo de trabalho híbrido quando a pandemia acabar. Apesar de certa apreensão por parte dos empregadores no início das mudanças, em março de 2020, o desempenho remoto se mostrou igual ou superior àquele da produção no escritório.

Desta forma, empresas como Magazine Luiza, Siemens e Allianz já se preparam para dar aos colaboradores a oportunidade de trabalhar alguns dias da semana no escritório e outros, em casa. Os esquemas serão definidos com os líderes das equipes e levarão em consideração o equilíbrio entre produtividade e bem-estar.

“O sistema de trabalho híbrido já estava no horizonte empresarial, mas levaria algum tempo para ser adotado de forma definitiva, principalmente por haver dúvidas quanto à performance. Depois de um ano, isso deixou de ser um tabu. A mudança trazida pela pandemia deve passar a fazer parte da vida das pessoas”, esclarece o consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico Uranio Bonoldi, autor do livro “A Contrapartida”, sobre o desenvolvimento na vida pessoal, no ambiente corporativo e na sociedade.

Saúde mental ganha espaço prioritário nas necessidades pessoais

Os números relacionados à saúde mental no Brasil durante a pandemia chamam a atenção. Em um ano, as vendas de medicamentos antidepressivos tiveram alta de 17% (de acordo com levantamento do CFF- Conselho Federal de Farmácia) e os diagnósticos de ansiedade e de depressão subiram entre 80% e 90% (segundo estudos da UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro – da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – e do Hospital das Clínicas de São Paulo).

A boa notícia é que a busca por ajuda pelos pacientes e a oferta de serviços online por profissionais especializados também aumentou! Uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que a terapia online teve 70% de crescimento no mundo neste ano de pandemia, e o CFP (Conselho Federal de Psicologia) mais do que quadruplicou o número de profissionais autorizados para a realização dessa modalidade de atendimento. Até o início de 2020, eram pouco mais de 30 mil; hoje, são mais de 120 mil psicólogos realizando consultas por computador ou apps.

“Não é por serem comuns que os novos problemas da mente devem ser aceitos passivamente. Colocar a saúde mental como prioridade é importante para manter as condições de trabalhar, de realizar as tarefas do dia a dia e mesmo para preservar a saúde física. Sabendo usar a tecnologia a seu favor, os pacientes encontram informação de qualidade e terapia online a poucos cliques de distância”, diz o psiquiatra Marcos Abud, proprietário do Canal Saúde da Mente, no YouTube, com mais de 1,4 milhão de inscritos – o maior canal sobre o tema no país.

Stop Food Waste Day: como o desperdício de alimentos impacta o planeta

0
O objetivo da campanha é ajudar, por meio de ações que estimulem a conscientização do consumo alimentar sem desperdício, a criar soluções para retirar o Brasil do 10º lugar entre os países que mais desperdiçam comida no mundo

Poucas pessoas têm conhecimento, mas aquele resto de comida no prato, que vai para o lixo depois do almoço ou do jantar, afeta de forma negativa a cadeia de produção alimentar no planeta. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelam que todo o alimento, ao ser descartado, precisa de outro para ser substituído. Assim, a consequência do descarte é direta porque toda a cadeia de produção e distribuição de alimentos necessita de água, terra, adubos minerais, pesticidas, energia elétrica e combustíveis fósseis.

Por isso, a GRSA|Compass, uma das maiores empresas na área de serviços de alimentação e facilities, realiza pelo terceiro ano no Brasil a campanha global Stop Food Waste Day. A ação tem como objetivo estimular funcionários, clientes e sociedade a ter um consumo alimentar mais consciente, reduzindo o desperdício diário nas refeições. Os números obtidos pela campanha internamente, nos anos anteriores, já são expressivos: em 2019, sete milhões de pessoas foram impactadas e estimuladas a entregar os pratos limpos após as refeições. A empresa obteve uma redução de 9% no desperdício durante a campanha de 2018, que se manteve durante o ano e cresceu em 2019, chegando a 22%. Para o presidente da empresa, Fernando Calamita, a fome é um problema mundial, e a quantidade de alimentos desperdiçados não condiz com essa realidade. “Como líder mundial em serviços de alimentação e suporte, o Grupo Compass tem responsabilidade de ser um dos pioneiros nessa discussão”, ressalta.

O objetivo da campanha é ajudar, por meio de ações que estimulem a conscientização do consumo alimentar sem desperdício, a criar soluções para retirar o Brasil do 10º lugar entre os países que mais desperdiçam comida no mundo, segundo dados da ONU/FAO. Durante abril, também ocorre a campanha “Juntos Contra o Desperdício” que se encerra no dia D, quarta-feira, 28/04, com o “Festival Consumo Consciente: Semeando Bons Hábitos” – um evento online com uma série de atividades educativas e culturais voltadas para o tema de como consumir da melhor forma os alimentos.

O que o desperdício de alimentos pode causar no planeta:

– Maior consumo de água.

– Uso de espaços maiores de terra para produção de alimentos.

– Aumento dos gastos financeiros para a produção de alimentos.

– Maiores gastos com logísticas de extração e distribuição.

– Menor consciência sobre a situação de insegurança alimentar em que diversos países estão atravessando.

Sobre a GRSA|Compass

Com mais de 40 anos de atuação no Brasil, a GRSA faz parte do Grupo Compass – maior grupo de serviços de alimentação e suporte do mundo – e é hoje líder no mercado brasileiro de refeições coletivas, atendendo mais de 1 milhão de pessoas diariamente. Com uma equipe de mais de 20 mil profissionais no Brasil, a GRSA|Compass fornece serviços de alimentação e suporte (hotelaria, recepção, jardinagem e manutenção) para empresas, hospitais, escolas, aeroportos, terminais rodoviários, espaços de evento e entretenimento e locais remotos como mineradoras e plataformas de petróleo.

Sobre a Stop Food Waste Day Brasil

A campanha está em seu quarto ano em âmbito global e o terceiro no Brasil. Em 2019, mais de 40 países, como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Turquia, Japão e Austrália, promoveram ações com o objetivo de educar e potencializar a mudança em relação ao desperdício que impacta o mundo. Por meio do SFWD, o Compass Group quer chamar a atenção para o problema, criar e compartilhar soluções criativas e impactantes.

Site mundial: http://www.stopfoodwasteday.com

Site Brasil: http://www.stopfoodwasteday.com.br

Brasil se mantém entre os líderes mundiais de reciclagem de latas de alumínio para bebidas em 2020

0
Índice de reciclagem alcançou 97,4%

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo Brasil por conta da pandemia da Covid-19, como a interrupção de atividades de coleta seletiva em diversos municípios e a suspensão do trabalho de cooperativas e catadores, a cadeia de latas de alumínio para bebidas apresenta resultado muito positivo.

É o que mostra o índice de reciclagem de latas de alumínio, que em 2020 atingiu a marca de 97,4% permanecendo-se estável em relação a 2019, mantendo o Brasil entre os líderes mundiais em reciclagem de latinhas. Em números, isso significa que foram recicladas 391,5 mil toneladas, ou, aproximadamente 31 bilhões de unidades. A reciclagem da lata é uma referência de economia circular no Brasil e no mundo, com a renovação infinita da embalagem.

O índice de reciclagem foi apresentado oficialmente em 31 de março pela ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) e Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio) ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em novembro de 2020, as associações firmaram o “Termo de Compromisso de Logística Reversa de Latas de Alumínio para Bebidas” com o Ministério, no qual garantem a manutenção do índice de reciclagem das latinhas no patamar de 95%, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

“Os dados mostram como a estrutura de reciclagem de latas no Brasil é sólida. E como os nossos investimentos em centros próprios de coleta e de reciclagem geram resultados significativos. O setor manteve suas operações dentro de padrões seguros, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a geração de emprego e renda para milhares de famílias”, afirma Alfredo Veiga, diretor de Metais da Novelis e coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL.

“Somos o terceiro maior mercado mundial de latas de alumínio. Em 2020 chegamos a quase 32 bilhões de latas consumidas no Brasil e, mesmo assim, mantivemos o índice acima de 97%. É a consolidação da escolha do mercado e do consumidor pela lata de alumínio como a embalagem mais adequada a diversas bebidas e a mais sustentável. Esse contexto coloca o setor de Latas em um padrão mundial de excelência em Economia Circular”, completa Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Índice = Volume Latas Recicladas/Volume Latas Vendidas

Fontes: ABAL e Abralatas

ABAL

A Associação Brasileira do Alumínio foi fundada em 15 de maio de 1970 e representa 100% dos produtores de alumínio primário e indústrias transformadoras que contabilizam 80% do consumo doméstico do metal. Interlocutora do setor, a ABAL atua por meio de Comitês Técnicos e de Mercado no desenvolvimento da indústria e no incremento de sua competitividade; na representação do setor junto ao governo; na difusão de aplicações e novas tecnologias ligadas ao alumínio, além de suporte informativo a associados e opinião pública.

Abralatas

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio foi criada em 2003 e representa os fabricantes brasileiros de latas de alumínio para bebidas: Ardagh, Ball, CanPack Brasil e Crown Embalagens. O Brasil recicla 95% das latas de alumínio há mais de 10 anos. Este resultado serviu para conquistarmos o título de país que mais recicla latas no mundo.

Infraestrutura aeroportuária e as razões para se comemorar

0
O elevado ágio pago pelo negócio decorre mais de modelos e premissas da precificação utilizados pelas partes do que de um eventual comportamento temerário dos vencedores

*Por César Bergo

O sucesso do leilão de aeroportos realizado na última quarta-feira, 07 de abril, que atraiu interessados para todos os 3 blocos (sul, norte I e central) e garantiu ao governo federal uma arrecadação inicial de R$ 3,3 bilhões, com um ágio médio acima dos 3.822%, possui sólidas razões ser comemorado. São estimados investimentos da ordem de R$ 6 bilhões, nos próximos 30 anos, nos 22 aeroportos objetos do certame. O elevado ágio pago pelo negócio decorre mais de modelos e premissas da precificação utilizados pelas partes do que de um eventual comportamento temerário dos vencedores. Além do caráter pioneiro envolvendo aeroportos brasileiros de médio e pequeno portes, temos que o eventual ônus a ser pago pelo desbravamento está diretamente associado ao risco assumido e demonstra tão somente a determinação e o otimismo dos vencedores da disputa na crença de obter o retorno adequado para seus investimentos.

Este acontecimento comprova que o Brasil, pela dimensão continental de seu território e pelo tamanho de sua população, é uma economia que está no radar dos investidores globais e apresenta muito potencial, sendo, portanto, de grande atratividade para empreendimentos dessa natureza e porte, sobretudo se preservada a estabilidade econômica.

Por exigir grandes espaços para suas instalações, os aeroportos influenciam a estrutura urbana e a própria distribuição espacial e o adensamento da população em seu entorno. Assim, o mesmo aeroporto que pode induzir e atrair o crescimento urbano, acaba mais tarde sendo indesejado pela população próxima às suas instalações, em decorrência de todas as suas externalidades negativas. Em contrapartida, os aeroportos geram grandes benefícios socioeconômicos em termos locais, regionais e, em alguns casos, até internacionais. Em muitos lugares tornam-se verdadeiras “cidades”, graças ao intenso fluxo de pessoas que utilizam sua estrutura. Uma boa e eficiente infraestrutura aeroportuária mostra-se decisiva para a competição no mundo empresarial.

No que tange à integração e ao desenvolvimento regional, a própria dinâmica da logística territorial evidencia que os terminais aeroportuários agregam significativo valor aos insumos e serviços que circulam em seus domínios. Além disso, as riquezas são cada vez menos materializadas, passando a se concentrar na mão-de-obra especializada, na informação e no uso de recursos da telemática.

Com efeito, os aeroportos se transformaram em centros difusores de vários negócios, destacando-se a locação de espaços nos terminais para empreendimentos relacionados ao comércio, hotelaria, estacionamento de veículos e lazer, dentre outros. O desenvolvimento desses negócios vem possibilitando a obtenção de maior volume de receitas e exigindo, neste novo contexto, que as instalações físicas tenham seu uso otimizado e adaptado a este novo modelo privado de operação dos terminais aeroportuários. Há muito, deixaram de ser simples locais de pouso e decolagem de aeronaves e de embarque e desembarque de cargas e passageiros. Hoje, abrigam empresas com altíssima rentabilidade. Pelo novo conceito, eles devem ser menos locais de pouso e decolagem e mais centros de convivência e de negócios. Será cada vez mais comum observar pessoas passeando, comprando, saindo de um cinema ou academia, dando contornos à revolução que vem ocorrendo nos aeroportos brasileiros.

A razão do crescente interesse da iniciativa privada é o crescimento observado no trânsito de passageiros e no transporte de cargas no país, que acentua a importância de serem promovidos ajustes na infraestrutura de transporte visando sustentar esse crescimento. Além disso, temos o extraordinário sucesso de outras concessões já realizadas neste setor, que podem justificar inequivocamente o interesse de grandes grupos de investidores.

Dessa forma, é necessário avaliar os benefícios econômicos e sociais para o Estado brasileiro em manter a gestão e a propriedade desses empreendimentos, principalmente em um cenário de escassez de recursos públicos.

Pelo lado das companhias aéreas, podemos observar que, em razão da acirrada concorrência, estão cada vez mais empenhadas em oferecer melhores serviços com o intuito de conquistar clientes, mediante a incorporação permanente de atributos que garantam a qualidade, a segurança, a agilidade e a comodidade.

Quanto aos grupos privados e seus investidores, mormente aqueles com conhecimento na administração de terminais de transporte aéreo, procuram desenvolver modelos de negócios calcados na sua própria experiência e adaptados a cada um dos terminais objeto do leilão. Enxergam o aeroporto como centro difusor de negócios e que deve acolher adequadamente as pessoas que nele transitam. Consideram a todos um possível cliente de produtos e serviços ou de parceria em eventuais negócios. Desenvolvem ações para que todas e quaisquer áreas do terminal sejam devidamente ambientadas para serem lugares harmonicamente ocupados por espaços para entretenimento e repouso, praças de alimentação e lojas de todo o tipo, com o objetivo de acolher clientes de renda acima da média e com muita disposição para o consumo.

É notório que o modelo atual de funcionamento dos aeroportos oferecidos no leilão já não se mostra capaz de fazer frente aos desafios do mercado e possuem limitações para a ampliação e crescimento requeridos pela malha aeroviária, sobretudo pelos custos operacionais e administrativos elevados e reduzida produtividade, proporcionada pela ausência dos investimentos necessários. O governo federal também não se mostra capaz de efetuar tais investimentos.

O certame atraiu investidores interessados nos altos retornos projetados para essa atividade de administração de terminais aeroportuários. Tudo indica que esse setor esteja entre os que apresentarão uma recuperação rápida após vencida esta situação de pandemia que enfrentamos. A expectativa otimista desses investidores está calcada em um cenário de crescimento da aviação regional, com a forte entrada de participantes internacionais, e no aumento das viagens e do transporte de carga.

Para as empresas aéreas, também, parece ser um bom negócio, eis que não podem se conformar em apenas oferecer o meio de transporte mais veloz que existe. Elas precisam pensar, também, na infraestrutura aeroportuária que torne o tempo dos passageiros mais útil e divertido. Assim, o maior desenvolvimento do lado comercial dos aeroportos poderá trazer grandes benefícios às comunidades locais e ao país que, além do aumento na geração de empregos diretos, os terminais poderão expandir seus mercados consumidores e obter novas receitas para seu custeio operacional.

Ainda no tocante às companhias aéreas, destacamos que as forças da economia de mercado ensejam adotar de uma série de adequações para melhoria da competitividade e do posicionamento de mercado. O processo de globalização dos mercados fez com que a competição neste setor não ficasse restrita às empresas brasileiras. As fronteiras nacionais estão deixando de ser um obstáculo e as gigantes mundiais do setor já vem operando no País, com a tendência de aumentarem sua participação no mercado brasileiro.

A perspectiva de boa e eficiente gestão desses empreendimentos é capaz de proporcionar novo fôlego à economia das regiões do entorno desses terminais, introduzido novas e modernas técnicas de gestão aliadas à melhoria na prestação de serviços e na obtenção de novas fontes de receitas, provocando mudanças no modelo financeiro e econômico do setor aeronáutico.

Parece que, pelo êxito do leilão promovido pelo governo federal, estas forças positivas estarão presentes nos negócios envolvendo o setor aeroportuário, que se beneficiará de uma crescente movimentação de pessoas e de bens em suas dependências e deixarão, paulatinamente, de ser meros terminais de transporte para transformarem-se em polos de desenvolvimento. As regiões ganharão a oportunidade de ter maior acesso aos mercados e promover o setor de turismo. Também ganharão com a geração de empregos, impostos, investimentos e crescimento do comércio.

Neste momento em que vivemos com este estado pandêmico global, todos nós empreendemos uma jornada extraordinária e um tanto arriscada para um mundo afetado pela necessidade de mudanças. Alguns negócios se fortalecerão, bem como teremos negócios sucumbido na medida exata de sua capacidade de interpretar o momento e de compreender as implicações das diversas formas que emergiram desta crise. Parece-me que a infraestrutura aeroportuária demonstrou querer vencer este desafio.

Sobre César Bergo

*César Bergo é presidente do Conselho Regional de Economia 11ª Região-DF

Sobre a Faculdade Presbiteriana Mackenzie

A Faculdade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição de ensino confessional presbiteriana, filantrópica e de perfil comunitário, que se dedica às ciências divinas, humanas e de saúde. A instituição é comprometida com a formação de profissionais competentes e com a produção, disseminação e aplicação do conhecimento, inserida na sociedade para atender suas necessidades e anseios, e de acordo com princípios cristãos. O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa dos campi em três cidades do País: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). As Presbiterianas Mackenzie têm missão educadora, de cultura empreendedora e inovadora. Entre seus diferenciais estão os cursos de Medicina (Curitiba); Administração, Ciências Econômicas, Contábeis, Direito (Brasília e Rio); e Engenharia Civil (Brasília). Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.