O nome é pomposo, mas a empresa pode ser o passaporte para o green card de muitos brasileiros. A Driftwood Acquisitions & Development (www.dadlp.com), é uma empresa com mais de 25 anos de existência e com sede em Coral Gables, FL.

Para saber mais sobre esta companhia que é uma das 10 maiores proprietárias/operadoras de hotéis nos EUA, com mais de 50 hotéis e $1 bilhão em ativos, BizBrazil Magazine conversou com Ariel Yaari, gerente regional de EB-5 da Driftwood.

“Nosso negócio é construir, comprar e operar hotéis, e oferecemos dois tipos de produtos para investidores externos: Investimento em hotéis existentes (aquisições), e investimento via Programa EB-5 (novos hotéis)”, afirma o executivo.

Este hotel em Tempe, Arizona, é um dos investimentos da Driftwood
Este hotel em Tempe, Arizona, é um dos investimentos da Driftwood

Quem quer investir em uma participação societária em um hotel específico, sempre de marca líder de mercado (Marriott, Hilton, etc.), deve reservar no mínimo $100.000; A Driftwood geralmente compra hotéis que projetem dividendos de no mínimo 10% a.a. (pagos trimestralmente) com uma TIR projetada de no mínimo 15% na saída para o investidor final. Fora destes parâmetros somente se for um ativo realmente diferenciado com alguma outra vantagem competitiva. A saída normalmente ocorre em cinco anos. Em média, são feitas 10 aquisições por ano.

Já o EB-5 é um programa do governo americano que permite aos investidores estrangeiros obter o visto de residente permanente (green card) através de um investimento mínimo de US$500.000 em projetos que criem 10 novos empregos por investidor. A companhia oferece dois formatos diferentes de investimento através do EB-5. O primeiro modelo é um empréstimo para o projeto por um período de cinco anos a uma taxa de juros fixa de 1% a 2% ao ano. No segundo modelo o investidor torna-se sócio do projeto e recebe rendimentos de cerca de 8,5% ao ano, com um prazo estimado em sete anos. Normalmente são lançados cerca de três novos empreendimentos por ano utilizando o programa EB-5.

Yaari explica porque esse programa vem tendo boa aceitação: “O EB-5 para nós representa dois pontos fundamentais: funding barato e um canal de atração de novos investidores. Ou seja, diferentemente do que existe no mercado de EB-5, não estamos apenas buscando investidores EB-5 para viabilização de um projeto. Estamos buscando investidores com perfil de parceiros para uma relação ganha-ganha de longo prazo. A consequência disto é que tomamos todas as medidas, dentro do que permite a legislação, para minimizar os riscos do investidor EB-5. Por exemplo, contratamos um seguro de término de obra. É uma garantia ao banco, mas beneficia indiretamente o investidor EB-5 pois garante ao banco a conclusão da obra, que uma vez pronta, já terá gerado os empregos necessários para garantir aos investidores EB-5 a geração de, pelo menos, 10 novos empregos, por investidor. E vamos além, ao colocar nossas cotas no projeto como preferência a investidores EB-5, caso haja algum problema com o projeto. Enfim, nos dedicamos a desenvolver o relacionamento com nossos investidores. Temos um histórico de muito sucesso, com 100% de aprovação. Em toda nossa história nunca deixamos de devolver, com as devidas remunerações, os valores aportados conosco pelos nossos investidores”.

Apesar da introdução detalhada, BizBrazil Magazine entrevistou Yaari para esclarecer mais como a Driftwood por dar apoio aos investidores.

BizBrazil Magazine – Explique porque a Driftwood pode ajudar os interessados em obter o visto EB-5?

Ariel Yaari – Temos sempre em aberto, ao menos um projeto onde o interessado pode aportar os recursos para obter o EB-5.

BBM – O retorno financeiro é garantido?

AY – Pela legislação do Programa EB-5, o investimento deve estar a risco, ou seja, não pode haver nenhum tipo de garantia.

BBM – Há possibilidade de o visto ser negado para o investidor caso o empreendimento gere prejuízo?

AY – Do ponto de vista do projeto, o compromisso principal é a geração de pelo menos 10 novos empregos por investidor.

BBM – A Driftwood tem sua atuação restrita aos EUA somente? Basicamente na Flórida? Ou tem atuação internacional também? Em quais países?

AY – Atualmente em todo EUA.

BBM – A Driftwwod trabalha com capital próprio ou capta rercursos no mercado financeiro? Ou a fonte de recursos provém dos investidores que aportam recursos para a companhia?

AY – A Driftwood é um grupo econômico com, basicamente, duas estruturas jurídicas, a Driftwood Acquisitons & Development, um fundo de investimentos focado no negócio imobiliário da hotelaria, e a Driftwood Hospitality Management, a operadora/gerenciadora dos hotéis. Os investimentos são feitos com nosso capital próprio, nossos investidores, parcerias estratégicas e alavancagem financeira. Oferecemos as oportunidades de investimento descritas na introdução.

BBM – Você comentou que hotelaria nos EUA é um dos melhores investimentos. Você poderia citar o percentual de retorno para quem investe neste segmento?

AY – Um estudo da Real Capital Analytics, Goldman Sachs Global Investment Research, nos mostra que do início de 2008 até final de 2017 a rentabilidade média do setor teve um cap de 8,5%a.a.

BBM – Como a Driftwood trabalha com as principais bandeiras hoteleiras? Através da construção de imóveis? De reformas? Ou apenas gerando recursos para elas viabilizarem as instalações e operações de suas propriedades?

AY – Só nos envolvemos com hotéis de marcas como Hilton, Marriott, Hyatt, IGH e Margaritaville. O mercado de hotéis nos EUA é basicamente um mercado de franquia e licenciamento de marca, ou seja, a maciça maioria dos hotéis não são propriedades nem são geridos por estas grandes marcas. Existem diversas empresas operadoras de hotéis, independentemente da marca destes, várias estruturas especializadas em investir neste segmento e muitas famílias que operam seus próprios hotéis sob franquia ou licenciamento. Nós, como grupo, operamos, investimos, construímos, reformamos, compramos e vendemos hotéis.

BBM – A Driftwood concentra sua atuação no ramo hoteleiro. Entretanto, ela diversifica seus investimentos em outros setores?

AY – Exclusivamente hotéis nos EUA.

BBM – Quem são os principais clientes da Driftwood? O que a empresa está fazendo de efetivo para aumentar sua carteira de clientes?

AY – Os clientes dos hotéis que operamos são os hóspedes. Há diversas ações para se aumentar o número de clientes, mas basicamente se dá por parcerias estratégicas.

Na Driftwood Acquisitions & Development nossos clientes são, basicamente, os investidores. Temos o compromisso de sempre entregar os melhores resultados. Afinal sempre mantemos nossos interesses absolutamente alinhados ao dos investidores, nosso ganho principal está ligado à entrega de performance.

BBM – Como você chegou até a Driftwood? Fale um pouco de sua carreira, desde o início no Brasil até agora.

AY – Comecei aos 16 anos no hotel que meu avô construiu em Campos do Jordão, SP, o Leão da Montanha. Fiquei cerca de 10 anos com ele. Ainda em Campos do Jordão, tive administradora de condomínios, pousada e restaurante. Depois trabalhei para a BSH international, uma consultoria de investimentos em hotéis e fui responsável pela expansão da rede de Hotéis Slaviero. Daí, montei minha própria empresa, assessorando e participando de projetos ligados à rede de hotéis SERHS, ao Grupo Feller, ao Grupo Atrium e à Latinn Hotels (Wyndham Hotels).

Desde maio de 2016, estou na Driftwood, onde sou responsável por alinhar parcerias estratégicas e captar investidores, especialmente entre os brasileiros.