*Por Antonio Tozzi

Embraer cada vez mais consolida-se como uma das principais fabricantes de aviões comerciais do mundo – na verdade, atualmente ocupa a terceira posição no ranking, atrás apenas das poderosas Air Bus e Boeing, com quem deve se fundir em breve para constituir a maior empresa de fabricação de aviões comerciais do mercado aeronáutico.

Com objetivo de mostrar a nova família de jatos, a empresa reuniu um grupo de jornalistas em sua sede em Fort Lauderdale. Gary Spulak, CEO da Embraer USA, abriu a apresentação dando um panorama geral de como a empresa cresceu (e vem crescendo) nos Estados Unidos. Aliás, é nos EUA que empresa tem sua participação mais efetiva, depois do Brasil. Embraer está presente em cinco estados americanos – sendo que cinco de suas unidades estão localizadas na Flórida: Fort Lauderdale, Titusville, Melbourne, onde há o único Centro de Engenharia e Tecnologia fora de sua sede em São José dos Campos, e Jacksonville, onde está situada a unidade de aviões de Defesa e Reconhecimento. A companhia tem ainda um escritório de representação em Washington DC.

Os números confirmam essa pujança. Após 39 anos de presença em território americano, a empresa gerou mais de dois mil empregos, teve faturamento de $1,5 bilhão e possui ativos de $1,5 bilhão. Atualmente, tem 12 unidades nos Estados Unidos que representam $105 milhões em investimento e presença em 31 estados do país, onde paga impostos. A simbiose entre Brasil e Estados Unidos se completa com exportação de $7 bilhões em componentes e materiais para o Brasil. E cerca de 50% do total das ações da Embraer S.A estão nas mãos de investidores americanos.

O grande salto da companhia no mercado aeronáutico ocorreu a partir do ano 2011, quando a frota de aeronaves Embraer aumentou de 867 para 2,232 – quase o triplo em apenas seis anos! Atualmente, as principais companhias aéreas da América do Norte voam com jatos fabricados pela Embraer. E este número deve crescer após a introdução da nova família de jatos E2.

Família E2 tem várias inovações

Após a abertura feita por Spulak, Rodrigo Silva e Souza, vice-presidente de Marketing de Aviação Comercial da Embraer, foi responsável pela apresentação sobre a família de jatos comerciais E2. A aeronave E190 E2 já está em operação, enquanto o jato E195-E2 deverá estar no mercado no próximo ano e o E175-E2 será lançado em 2021.

Segundo a previsão do Departamento de Marketing da Embraer para 20 anos, o mercado deverá ser auspicioso para jatos acima de 150 assentos. De acordo com este estudo, o crescimento anual da frota e do PIB são estímulos para a empresa aumentar ainda mais suas vendas.

Outro segmento que vem sendo ocupado pela Embraer é o de substituição de aeronaves de concorrentes. Souza citou o aumento da participação da Embraer nas duas costas. Na costa leste, Spirit Airlines tem renovado sua frota e os jatos da Embraer têm ocupado este espaço ao substituir os jatos A NEO com seus produtos. Na costa leste, Alaska Airlines tem adquirido muitos jatos, sobretudo para atender os voos que decolam e pousam nas cidades de San Diego e San Jose.

Interior do Embraer E190-E2 combina tecnologia com conforto
Interior do Embraer E190-E2 combina tecnologia com conforto

Entretanto, a grande aposta da companhia é nos jatos E2 Profit Hunter. O nome é bem apropriado, pois se trata de uma aeronave com 75% de inovação tecnológica. A mudança envolve novos motorers, sistemas de aeronaves, avionics, fuselagem, interior, asas, trem de aterrisagem, estabilizador e 4ª geração completa de Fly-By-Wire – uma tecnologia de última geração.

Segundo Souza, o menor peso e os avanços tecnológicos permitem melhor eficiência no consumo de combustível, economizando 10% em relação aos jatos dos concorrentes. Ele frisou ainda uma manutenção mais eficiente, com apenas duas visitas ao hangar – menos do que é exigido para manutenção das aeronaves fabricadas pelas outras companhias.

O E190-E2 da Embraer tem capacidade para transportar entre 100 e 114 passageiros, faixa de jatos que detém 47% do mercado americano de aeronaves comerciais (e está em crescimento) contra 53% dos jatos com capacidade inferior a 100 assentos.

De acordo com o executivo, os jatos E2 da Embraer proporcionam 12% de lucratividade em small hubs e 14% em aeroportos regionais devido à facilidade de manutenção e à economia de combustível.

Para conhecer essa nova maravilha tecnológica, a Embraer convidou os jornalistas para um voo panorâmico pelo Sul da Flórida, com avião decolando da sede da empresa em Fort Lauderdale e retornando à mesma pista de decolagem.

Realmente deu para perceber que a Embraer não economizou em tecnologia e conforto no interior da aeronave. Os passageiros agradecem!