Com centenas de fornecedores de 112 países, o Americas Food & Beverage Show (AF&B), aconteceu de 16 a 18 de setembro no Miami Beach Convention Center, com a presença de um pavilhão exclusivo de produtos do Brasil. A feira reúne, no formato “business-to-business”, empresas de alimentos e bebidas com compradores de grandes redes varejistas, incluindo cadeias de restaurantes, exportadores e importadores. Segundo o The Trade Group, trata-se do terceiro mais importante evento do setor nos EUA.

“A feira foi um sucesso para nós”, disse o capixaba Tarcízio Tadeu, CEO da empresa de comércio exterior Tadelui. “Trouxemos diversos produtos, entre eles o coco, que é nosso carro-chefe; o pão de queijo líquido, que é um produto diferenciado, e o nhoque de mandioca”, contou. “Participamos da feira desde 2006, apresentando pequenos produtores do Brasil e abrindo as portas internacionais para eles. Seguindo os procedimentos que o governo exige para vender no mercado americano, é possível ter sucesso”, afirma Tarcízio.

Desde a primeira edição da AF&B, realizada em 1998, o Consulado-Geral do Brasil em Miami tem apoiado a montagem do pavilhão brasileiro na feira. Este ano, espaço foi inaugurado pelo Embaixador André Odenbreit, Cônsul-Geral do Brasil em Miami, e pelo Ministro Cristiano Berbert, Chefe do Setor de Promoção Comercial SECOM Miami. O pavilhão conta com a participação de estandes de 20 empresas brasileiras.

“Uma das forças da economia brasileira é a capacidade de exportação do agro e da área de alimentos no geral. Essa feira de alimentos e bebidas é de grande expressão. O Consulado tem sido um parceiro tradicional dos expositores brasileiros. E, nessa área comercial, você conseguir se manter presente é fundamental porque você precisa ser um fornecedor confiável, que vai exportar um ano e vai garantir o seu produto nas prateleiras no ano seguinte”, comentou o Embaixador André Odenbreit.

Além de atrair compradores dos Estados Unidos, Canadá e de outros países, a AF&B, por realizar-se em Miami, atrai expressiva quantidade de supermercados e outros varejistas de países das Américas Central e do Sul, além do Caribe, os quais, tendo em vista a proximidade linguística e cultural, e também a escala menor de compras, representam oportunidades de negócios relevantes, sobretudo para aqueles empresários brasileiros que estejam dando os primeiros passos no mercado internacional.

Tatiana Cesso