Por Carlo Barbieri*

Apesar das desinformações, perenes, em parte da imprensa, os EUA vão bem, obrigado, e a ameaça midiática de recessão não conseguiu se impor à realidade dos números.

A “desastrosa” guerra comercial com a China começa a mostrar qual é o lado forte nela. As exportações da China caíram 1.1%, no último mês e as importações deste pais aumentaram 0.3%, provavelmente em função dos problemas sanitários enfrentados pelo país. Com isto, o superávit comercial caiu de $42.8 bilhões, para $38.7 bilhões.

Também as reservas internacionais caíram $9.5 bilhões, que não são tão significativas, pois ainda “sobram” $3.095 trilhões, mas, pode indicar uma tendência. Mais importante, postergar o projeto da China 2025 de dominar o comércio mundial pelo controle da logística, que é baseado em pesados investimentos na montagem e aquisição de portos, ferrovias e outros importantes segmentos estratégicos para o desejado domínio mundial do comércio pela China.

A nova queda na taxa de desemprego no país, para 3.5% reforça a ideia de que recessão, pelo menos a curto prazo, só está na cabeça de economistas que se opõem ao governo Trump, dentro da linha de tentar diminuir o sucesso econômico do atual governo para tentar ganhar as eleições em 2020.

A tentativa de desestabilização política com o pedido de impeachment deve chegar ao seu cume com a proposta que deve ser aprovada na Câmara dos Representantes, mas ao chegar ao Senado outras testemunhas poderão ser ouvidas e o processo se encerrará.

A economia dos EUA vai bem, e a da Flórida ainda melhor. Sendo uma das maiores economias dos EUA, seu PIB, comparado com países fora dos EUA, torna a Flórida a 17ª economia do mundo. Com aumento populacional previsto para seis milhões nos próximos 10 anos, atraiu investidores na área de construção, de forma significativa.

A Indústria de turismo tem sido um marco na economia do estado, com uma contribuição de mais de $120 bilhões ao ano. Mas, a Flórida não é só turismo, 2/3 de sua área é dedicada à agricultura. Em termos de industrialização, a exportação de aviões e suas peças é a número 1 no mundo, em grande parte graças à Embraer.

Por ser um dos estados americanos mais receptivos ao empreendedorismo, a Flórida tem atraído investimentos do mundo como um todo e do próprio Estados Unidos. Com isto, se o nível de desemprego do país ficou em 3.5% em novembro, na Flórida já era 3.2% em outubro.

Para se ter uma idéia, neste ano foram criados 59.800 novos empregos na área de educação, 41.800 em serviços profissionais, 40.300 em diversão, 25.300 em construção, 21.400 em comércio exterior, 15.600 em atividades financeiras e assim segue.

Quem estiver pensando em internacionalizar-se e diversificar sua atuação poucos lugares são mais seguros e atraentes do que a Flórida.

*Carlo Barbieri é fundador do Oxford Group, especializado em internacionalização de empresas