A Midtown Capital Partners, plataforma de gestão de investimentos em ativos imobiliários, realizará no Brasil sua primeira edição do “Midtown Global Real Estate Investment Forum”, para debater como o cenário econômico global favorece oportunidades de alocação de investimentos em fundos imobiliários nos Estados Unidos, em países da Europa e no Brasil. Programado para o dia 12 de fevereiro, no hotel Meliá Jardim Europa, em São Paulo, o evento reunirá especialistas, advogados, gestores de fundos, além de investidores. Entre as presenças confirmadas, destacam-se os palestrantes Suzanne Hollander, U.S. Department of State Fulbright Specialist Roster – Expert in Real Estate, e Evandro Buccini, economista, diretor de investimentos líquidos da gestora Rio Bravo Investimentos.

Para o executivo Marson Cunha, diretor da Midtown, a primeira edição do Fórum acontecerá no Brasil em razão do potencial de forte expansão do interesse dos investidores por ativos imobiliários, no Brasil e no mercado internacional, como alternativa às aplicações atreladas a juros, como renda fixa. Só no Brasil, os fundos imobiliários captaram R$ 32,5 bilhões em 2019 até novembro, o maior volume da história, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Sentir o ambiente global

“Há otimismo em relação à economia no Brasil, mas avaliamos que os preços médios de ativos estão altos no país”, avalia Cunha. O executivo ainda destaca dentre as vantagens dos investimentos no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, a transparência das empresas, maior facilidade nas transações e fácil acesso às informações. “Trata-se de um mercado seguro, onde o compartilhamento de dados é a norma”, diz.

Após as palestras de abertura, o Fórum seguirá com três painéis de debates. No primeiro painel, os participantes farão análise sobre risco-retorno nos mercados de imóveis nos Estados Unidos, na Europa e Brasil. Perspectiva jurídica e tributária será tema do painel seguinte. O último painel trará discussão sobre o panorama e perspectivas para os investimentos globais.

Uma parte do evento será dedicada a roundtables simultâneas com grupos de interessados em conhecer experiências de gestores e fundos de investimentos nos Estados Unidos e no Brasil. Cassio Segura, vice-presidente executivo da Bright Capital, e Fabiano Cordaro, CFO da Inloop, estarão entre os participantes dessas mesas-redondas.

Cunha confirmou em entrevista à BizBrazil Magazine que o objetivo principal do encontro é ter uma conversa aberta entre os participantes sobre o cenário global do mercado imobiliário. “A Midtown tem uma metodologia para analisar o mercado como um todo, que acreditamos ser bem eficiente. No entanto, estamos receptivos a ouvir sugestões e discutir outras metodologias em relaçào ao mercado global de imóveis”, comenta Cunha.

Critério de análise da Midtown Parners

A fim de dar consistência às precificações imobiliárias estabelecidas, Cunha cita dados colhidos da Blackstone, da Berkshire e outras administradoras de fundos para basear as análises da Midtown. “Na Bolsa de Valores, há uma certa racionalidade, porém, no mercado imobiliário há muita imprevisibilidade por causa de uma série de fatores de risco”, explica o executivo.

Aliás, o fator risco é a chave para a precificação. Como exemplo, ele citou que o retorno no mercado imobiliário brasileiro é de 8.25% ao ano, enquanto nos Estados Unidos o percentual é de 4.25%. Entretanto, ao aplicar o índice EMBI do JP Morgan para países emergentes, o Brasil possui 236 pontos. Isto significa 2.36%. Neste caso, é feita uma conta subtraindo 8.25% – 2.36% = 5.89%. “Aí, a diferença de retorno é muito pequena em relação aos dois mercados, sendo que nos EUA há transparência na divulgação de dados, valorização do investimento, segurança de mercado e menos burocracia. Diante disso, pergunto, o que vale mais a pena para o investidor? Colocar dinheiro em um mercado com maior risco ou em um mercado mais sedimentado”, indaga Cunha

A comparação com a solidez do mercado imobiliário americano não fica evidente apenas em relação a países emergentes como Brasil e México. Ela se acentua também comparado à Alemanha, segundo um estudo da Cushman, citado por Cunha. “O retorno na Alemanha é de 2.5% enquanto nos EUA é de 4.5%. Além do mais, há vários fatores positivos como baixo índice de desemprego, alto percentual de investidores no mercado financeiro (55% dos americanos são investidores), que representa 140 milhões de pessoas.”

Embora defenda o mercado imobiliário americano, Cunha faz questão de destacar que o investidor tem sempre de ficar atento às oportunidades. “E um país como o Brasil oferece muitas oportunidades, portanto, tudo depende da análise correta sobre o equilíbrio entre fatores de risco e lucratividade”, finaliza.

Sobre a Midtown

Com sede em Miami, a Midtown Capital Partners tem $670 milhões sob gestão em ativos imobiliários, com foco nos segmentos residencial, comercial, industrial e de varejo nos Estados Unidos e Espanha. Fundada em 2010 por Alexander Saieh e Alejandro Velez, a Midtown disponibiliza aos seus clientes oportunidades de investimento com estruturas flexíveis, que incluem fundos exclusivos, coinvestimento e joint-venture com estratégias e classes distintas.

Serviço

Fórum: Midtown Global Real Estate Investment Forum – Brazil Edition

Data: 12 de fevereiro

Horário: das 8h às 17h15

Local: Hotel Meliá Jardim Europa

Endereço: Rua João Cachoeira, 107 – São Paulo – SP

Realização: Midtown Capital Partners

Informações: (11) 3031-8838