Pelo menos até o início deste século, os homens dominavam os postos de trabalho no mercado imobiliário. Mas o cenário se transformou a tal ponto que, atualmente, as mulheres representam 63% deste universo aqui nos Estados Unidos, segundo pesquisa da National Association of Realtors. E a brasileira Marina Elliot é o retrato fiel desta mudança: inovadora, multidisciplinar e focada no bem-estar do cliente (e não na venda em si). Mineira de Juiz de Fora e que está nos Estados Unidos há 21 anos, ela se encaixa perfeitamente no perfil ideal do consultor imobiliário para os novos tempos, numa indústria em constante evolução.

“De fato acredito que as mulheres têm, naturalmente, qualidades importantes nesta área, como empatia, organização e proatividade. Não podemos esquecer ainda que, cada vez mais, são elas – e não eles – que possuem o poder de decisão na negociação de uma propriedade. Portanto, uma opinião feminina do outro lado do balcão sempre ajuda. Mas o carisma não é suficiente sem a profissionalização, o uso das ferramentas corretas e um profundo conhecimento do produto e do mercado”, afirma Marina, que é consultora imobiliária da Compass. Apesar de especialista em imóveis luxo, ela atua em todos os setores, inclusive no ramo comercial e de aluguel.  

E pensar que esta decisão de carreira surgiu quase que por acaso na vida de Marina. Formada em Relações Internacionais com foco em Economia pela Rollins College, em Winter Park (na Flórida Central), ela exerceu diferentes funções na área jurídica e na esfera de seguros e recrutamento em grandes corporações. Até que um dia, em virtude de um acidente doméstico com a filha, a brasileira decidiu procurar uma atividade com mais flexibilidade de horário. “Precisei modificar minha vida para passar mais tempo com meus filhos . Então o ofício de corretora imobiliária surgiu como a melhor opção. Hoje não me imagino fazendo outra coisa”, admite. Fora isso, os anos em que lidou com apólices e sinistros em outro âmbito certamente ajudam em termos dos aspectos jurídicos de contratos imobiliários.

A troca de rumo fez tão bem, que Marina vem se destacando, apesar da forte concorrência. “O campo cresceu e há muitas oportunidades, especialmente num momento de aquecimento como o que estamos vivenciando. No entanto, é aí que se torna fundamental a escolha do profissional certo para conduzir os negócios”, alerta a brasileira. Conciliando por vezes a dupla ou tripla jornada, já que cuida sozinha dos filhos e da casa, em Fort Lauderdale, ela sempre enfrentou os desafios com resiliência, sem depender dos outros. Provavelmente, aí está uma das razões de seu sucesso: a autossuficiência. Como na época da faculdade, quando descobriu, sem a ajuda de advogados ou da própria instituição, uma forma de garantir o visto de permanência nos EUA e ao mesmo tempo obter uma bolsa de estudos para finalizar seu curso.

Essa autonomia, porém, não impede que ela valorize o trabalho em equipe e as parcerias: “Os clientes querem, de forma ágil e com competência, as respostas aos vários tipos de dúvidas ligadas à compra e venda de imóveis. E para isso, recorro a um amplo network de profissionais que dão suporte ao meu trabalho, desde advogados de imigração a contadores”, explica Marina. Outra de suas características é a constante busca por atualização. Além de muita leitura e da participação de seminários de técnicas de venda e sobre as nuances do setor, a brasileira percebeu bem antes da pandemia a importância da gestão de ferramentas digitais no aprimoramento das experiências do consumidor. Assim como o mercado em que trabalha, ela teve capacidade de adaptação rápida na época das mudanças, há cerca de dois anos. Tanto que Marina é uma presença constante nas mídias sociais e tecnológicas, tendo incorporado essas novidades para desburocratizar o processo de uma transação imobiliária.

Mas ela continua a surpreender seus clientes também naquilo que deveria ser padronizado em real estate: a prioridade nas pessoas e não no negócio. “Recentemente desaconselhei a compra de um apartamento na planta, em um prédio em construção, onde iria receber uma comissão maior, por considerar que o dinheiro poderia ser melhor empregado, de acordo com a necessidade do comprador”, conta Marina, que recebeu um valor intangível pela sua postura ética – a satisfação e a fidelidade do freguês. Daí a denominação de consultora imobiliária, como ela prefere, que engloba muito mais do que a simples prospecção de imóveis. 

Com relação ao seu business, ela é enfática quanto à possibilidade de uma nova bolha imobiliária, conforme sugerido por alguns estudos de comparação com a época do subprime: “Não há chance. Desta vez, ao contrário de 2006, o setor imobiliário está sendo injetado com dinheiro de verdade”, definiu. Ela revela que cerca de 98% das transações que realiza são em espécie – é isso mesmo: propriedades de milhões de dólares compradas em dinheiro vivo. “Os financiamentos normalmente são de propriedades de até 500 mil dólares, mesmo assim com boa parte deste valor sendo dada como entrada”, ressaltou Marina, lembrando que não está fácil conseguir empréstimos devido à rigidez dos bancos, para não repetir o que aconteceu no passado.

Mas ela continua a surpreender seus clientes também naquilo que deveria ser padronizado em real estate: a prioridade nas pessoas e não no negócio. “Recentemente desaconselhei a compra de um apartamento na planta, em um prédio em construção, onde iria receber uma comissão maior, por considerar que o dinheiro poderia ser melhor empregado, de acordo com a necessidade do comprador”, conta Marina, que recebeu um valor intangível pela sua postura ética – a satisfação e a fidelidade do freguês. Daí a denominação de consultora imobiliária, como ela prefere, que engloba muito mais do que a simples prospecção de imóveis. 

Com relação ao seu business, ela é enfática quanto à possibilidade de uma nova bolha imobiliária, conforme sugerido por alguns estudos de comparação com a época do subprime: “Não há chance. Desta vez, ao contrário de 2006, o setor imobiliário está sendo injetado com dinheiro de verdade”, definiu. Ela revela que cerca de 98% das transações que realiza são em espécie – é isso mesmo: propriedades de milhões de dólares compradas em dinheiro vivo. “Os financiamentos normalmente são de propriedades de até 500 mil dólares, mesmo assim com boa parte deste valor sendo dada como entrada”, ressaltou Marina, lembrando que não está fácil conseguir empréstimos devido à rigidez dos bancos, para não repetir o que aconteceu no passado.

Assista à entrevista de Marina Elliot ao canal AcheiUSA: