Os Estados Unidos registraram o volume mais alto de pedidos de seguro-desemprego na história de sua história. Na última semana, 3.3 milhões de americanos solicitaram o auxílio, ultrapassando com folga o recorde de 695.000 pedidos realizados em 1982, de acordo com o Departamento do Trabalho. Os números do desemprego americano estão entre os primeiros dados concretos da recessão global que avança juntamente com a pandemia de covid-19.

“Os Estados Unidos têm uma situação de desemprego bem mais confortável que a do Brasil, com taxa de 3,5%, enquanto nós temos 12,8%. Caso o desemprego americano avance para 6% no curto prazo ou ainda para 9% no médio prazo, isso colocará em cheque a reação da Casa Branca ao avanço da pandemia”, afirma Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM SP. “Trump está preocupado em brecar o avanço do coronavírus sobre a economia dos Estados Unidos no ano eleitoral.” As estimativas do mercado financeiro são as de que a taxa de desocupação já esteja na casa dos 5.5%.

Os dados alarmantes foram divulgados no dia seguinte ao anúncio de um megapacote econômico do governo americano — 2 trilhões de dólares — para enfrentar a recessão causada pelo avanço do coronavírus. Além do reforço do seguro-desemprego, o pacote deverá dar auxílio aos estados, pequenas empresas, grandes corporações e ajuda de custo a trabalhadores em quarentena.

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